Olá a todos,
confesso que o desafio do professor me deixou um pouco surpresa. Ainda tenho a minha análise ao estado-de-arte do meu tema muito atrasada e apontar assim já possíveis temas, atitudes a tomar, não é tarefa fácil.
Uma coisa posso afirmar, a escolha do tema foi "amor à primeira vista". Já tinha pesquisado sobre o conceito de nativos digitais, sobre as relações que as crianças criavam com os novos media e as tecnologias. Despertou-me muita curiosidade e bastante interesse.
A escolha do tema prende-se também com um gosto particular pelas transformações que as tecnologias introduziram no quotidiano das crianças e jovens em Portugal. A grande maioria das opiniões apontam para um forte e precoce isolamento destes núcleos tendo como fieis aliados os computadores, os telemóveis, as televisões e as demais tecnologias.
Confesso que durante muito tempo também partilhei dessa opinião, mas com o passar dos tempos consegui interpretar essa "cumplicidade" como uma aproximação à inovação e uma negação à ignorância colectiva que se vai verificando.
Certo é que o isolamento se verifica, que as crianças e jovens dedicam cada vez mais tempo a descobrir as particularidades e potencialidades das tecnologias. Cabe aos pais, professores e educadores serem moderadores do tempo de entrega a essa pesquisa.
Se estou errada nesta minha posição? Poderei estar, daí que continue a ler muitos artigos e estudos que se centram essencialmente nestas abordagens para perceber os efeitos secundários (bons e maus) e arriscar traçar o perfil destas "novas gerações electrónicas".
Prometo continuar a dedicar muito tempo a perceber tudo o que envolve estas relações entre crianças e jovens e as tecnologias.
Outro aspecto que gostaria de salientar para a escolha do tema, vai ao encontro daquilo que Silverstone defende como a "domesticação tecnológica". Em conversa com a minha orientadora, percebemos que este também seria um bom rumo de pesquisa para o trabalho. Perceber até que ponto os nativos digitais são os principais "domesticadores" das tecnologias. Será que não está a surgir uma inversão ao normal rumo dos fluxos inter-geracionais?
Espero ter sido clara...alguma dúvida ou crítica..estejam à vontade...
...uma boa crítica, bem fundamentada pode ser a solução para alguns problemas :)
Abraço
Filipa Rodrigues
"Um pouco de Viseu em Aveiro"